A verdade sobre os Alimentos Orgânicos!

Quando falamos em alimentos orgânicos versus alimentos de produção comum, toda a gente parece ter uma opinião muito própria. Se então chamar ao debate os profissionais de saúde, nutricionistas e alguns meios de comunicação, então aí teremos um sem fim de argumentos sobre se vale ou não a pena, investir o nosso dinheiro numa alimentação orgânica, já que o preço na maioria das vezes é muito mais elevado?

Não é minha intenção acabar com o debate, até porque considero que muito há ainda por falar e por descobrir, mas vamos falar sobre alguns aspectos que devem ser considerados quando estamos perante a decisão de optar ou não por este tipo de alimentos. Vamos a isso?

Todos sabemos que, actualmente para se conseguir manter as produções agrícolas sempre a produzir, com alimentos com aspecto cada vez mais “perfeito” e em quantidades industriais, torna-se necessário recorrer a pesticidas, herbicidas ou fertilizantes químicos. E claro que, por muito que nos digam que eles chegam até nós isentos de toxicidade, a verdade é que é quase impossível eliminar a totalidade de resíduos dessas substâncias e, em última análise, serão essas “pequenas” quantidades de resíduos que diariamente vamos colocando no nosso organismo. Não vamos fazer disto um “cavalo de batalha” mas, de facto é algo que devemos nunca esquecer.

Quem é que quer  colocar no seu corpo substâncias contendo estrogénios que podem aumentar a gordura abdominal (graças aos xenoestrogénios químicos), ou até substâncias potencialmente cancerígenas?? Eu não e de certeza que você também!

Continuando a falar sobre os alimentos de produção comum, existe um outro argumento que temos tendência a ignorar:

 O impacto que o uso de substâncias químicas na produção dos alimentos, afecta a sua composição nutricional (quantidade de vitaminas, minerais e antioxidantes). 

O uso continuado de fertilizantes químicos, herbicidas, pesticidas e muitos outros, que são utilizados na agricultura comum, têm a capacidade de ir destruindo a actividade microbiana do solo (bactérias e fungos) o que os empobrece, deixando-os com baixos níveis de micronutrientes e consequentemente, tornando os alimentos mais pobres.

Contrariamente a tudo isto, surge então a agricultura orgânica, cujo principal fundamento é a preservação das qualidades nutricionais do alimento. Como? Neste tipo de produção agrícola, não são usados produtos químicos, o que torna o solo mais saudável e biologicamente activo (presença de fungos e bactérias que ajudam as raízes das plantas na absorção de minerais e outros nutrientes). Qual é a consequência disto? Produtos mais ricos ao nível de micronutrientes e antioxidantes.

Um outro aspecto a considerar no que diz respeito ao uso de fertilizantes químicos numa base regular, leva a que as colheitas cresçam mais rápido do que o normal, tornando o seu “sistema radicular” muito mais superficial.  Para quem desconhece este termo de “sistema radicular”, ele não é mais do que as raízes das plantas. A raiz é o órgão da planta que normalmente se encontra abaixo da superfície do solo e tem duas funções principais: servir como meio de fixação ao solo e como órgão absorvente de água e nutrientes. Tornando a raiz mais superficial, significa que a sua capacidade de absorver micronutrientes é muito menor em comparação com as plantas orgânicas, cujas raízes são normalmente mais profundas e com sistemas radiculares mais extensos.

E agora eu pergunto-lhe: Já alguma vez tinha pensado nisto?

Após estes argumentos, fica fácil de perceber porque é que os alimentos orgânicos são mais ricos em termos de nutrientes, vitaminas, minerais e antioxidantes, comparativamente aos outros alimentos.

Mas cuidado com as comparações diretas de produtos e com alguns estudos particulares sobre este assunto, isto porque a forma como as medições de níveis de nutrientes é feita, pode comprometer o resultado. Vou dar um exemplo muito prático.

Imaginem dois tomates, um de produção comum e outro de produção orgânica, em que após medir os níveis de nutrição se verifica que na verdade o primeiro apresenta melhores níveis do que o segundo. Estranho? Não! A ciência não é perfeita e a razão pela qual isso acontece é porque, não basta pegar em dois tomates e fazer as medições. A verdade neste caso é que os tomates deste estudo foram cultivados em áreas geográficas muito diferentes, com solos e climas completamente distintos, o que os torna por si só, nutricionalmente diferentes.

Por isso tenha muita atenção, pois existem centenas de “estudos” deste género, e é por isso que não devemos fazer sempre comparações diretas.

Em última análise, para mim basta-me as evidências mostradas ao nível da qualidade do solo, absorção de nutrientes e, o simples facto de não ingerir substâncias químicas, potencialmente perigosas para a minha saúde, para eu ter a certeza que na hora de optar, escolho o ORGÂNICO!

Também não podemos esquecer uma parte muito importante desta equação… é quanto mais nos mobilizarmos a fazer este tipo de escolhas inteligentes, mais mostramos ao mercado que existe uma maior procura deste tipo de alimentos, fazendo com que as empresas que produzam este tipo de alimentos sejam mais e tornando os produtos mais acessíveis em termos não só de distância mas sobretudo, em termos económicos.

Quando o “local de produção” é mais importante que ser “orgânico”!

Esta é outra característica a ter em consideração:

Entre optar por um alimento com um rótulo a dizer “ORGÂNICO” mas que foi produzido em locais como Chile ou Nova Zelândia e você vive em Portugal…ou alimento de produção local (mesmo que não seja orgânico), opte pelo que foi produzido perto de si.

 

Porquê?

Por uma razão, muitas plantações agrícolas locais podem realmente ter produtos orgânicos, mas simplesmente não estão legalmente autorizados a rotular os alimentos como “orgânicos”, caso não tenham adquirido as licenças que precisam para isso. Se você perguntar aos agricultores, muitas vezes você pode descobrir que a produção agrícola local é, de fato, orgânica ou, pelo menos, próxima à orgânica (o que significa que eles usam poucos produtos químicos em comparação com alguns produtores de maior escala).

Outra razão tem a ver com o tempo que os produtos demoram a chegar até si. Os produtos locais colhidos no pico de maturação, que chegam até à sua mesa em questão de horas ou dias, geralmente têm níveis de nutrição muito mais elevados em comparação com os “orgânicos” produzidos e colhidos do outro lado do mundo, na grande maioria das vezes colhidos muito antes de ficarem maduros e que viajaram durante semanas até chegar aos nossos supermercados.

A única ressalva que deixo é o produto congelado. Muitas vezes frutas e vegetais são colhidas no seu pico de maturação e congelados rapidamente, e mesmo que viajem à volta do mundo, eles mantêm-se frescos. Neste caso, frutas e legumes orgânicos congelados podem ser tão nutritivos quanto os produtos locais (embora possam carregar um preço maior do que os produtos locais por conta das despesas de transporte).

Então, de forma muito resumida as minhas recomendações sobre este assunto:

1. Dar preferência aos orgânicos quando estiverem disponíveis;

2. Preferir os alimentos orgânicos locais ao invés daqueles que vieram de distâncias muito longas (embora frutas e legumes orgânicos congelados vindos de longe possam ser tão nutritivos quanto os locais);

3. Não se esqueça que a escolha do alimento orgânico também ajuda a proteger o meio ambiente, já que fertilizantes químicos e a poluição por pesticidas podem prejudicar os ecossistemas, perturbar a microbiologia do solo e, potencialmente, até mesmo contaminar o abastecimento de água potável;

4. Não se deixe enganar por aqueles anúncios ou embalagens a alegarem “produto orgânico”: Tenho visto com frequência esta tendência. Só porque umas determinadas bolachas, biscoitos, bolos e cereais de milho são feitos com vegetais orgânicos e possam ser rotulados como “orgânicos”, não significa que sejam saudáveis, porcarias são sempre porcarias! Estes alimentos são excessivamente processados e podem fazê-lo engordar!

5. Se você ainda não compra só alimentos orgânicos, pelo menos, certifique-se de escolher orgânicos quando estiver na presença, daqueles que eu considero os 6 piores produtos de produção comum, em termos de resíduos de pesticidas:

  • aipo
  • cebolas
  • pêssegos
  • morangos
  • maçãs
  • mirtilos

Estes são 6 dos alimentos mais importantes para comprar apenas os orgânicos.

Lembre-se que a mudança para a agricultura responsável começa com suas escolhas enquanto consumidor. Quanto mais exigirmos e consumirmos bons produtos, tendo um particular cuidado na hora de escolher os alimentos que colocamos nos nossos carrinhos de compras, mais os produtores e fornecedores irão responder a esta procura, e os preços vão descer e os alimentos se tornarão de melhor qualidade.

Se quer saber como ter um abdómen perfeito e derreter essas gordurinhas acesse:

Se for homem clique aqui.

Se for mulher clique aqui. 

 

Comentários

© 2016 Nuno Carvalho Fitness | Afiliados | Privacidade

Pin It on Pinterest

Share This

Descubra o caminho
para uma vida saudável

Insira o seu email abaixo e comece hoje mesmo a mudar a sua vida!

Receba Estes 4 eBooks Grátis no seu email!

Subscreva a newsletter e receba de forma completamente gratuita:

=> Suplementação Simplificada

=> Os principais erros da Musculação e Fitness

=> Como definir abdominais rapidamente

=> 15 Receitas para Transformar o seu Corpo

redirect=/agradecimento