POTÊNCIA DURANTE AS SÉRIES, PARTE 1: NOÇÕES BÁSICAS

O que precisa de saber sobre sets e reps?

Nos nossos últimos posts, analisamos as características de uma repetição perfeita. Descobrimos que existem escalas especificas de repetições, que um fisiculturista pode usar para atingir os seus objectivos, apenas tendo que seleccionar aquela que será mais eficaz no seu caso.

A beleza do bodybuilding é que tudo é personalizável, incluindo até a nutrição que deve acompanhar o treino de um fisioculturista. Não há regras estanques ou soluções rápidas, e você pode ir experimentando até encontrar a que melhor se encaixa no seu perfil.

 A maior força do Bodybuilding – flexibilidade – é também a sua maior fraqueza.

Esta facilidade em poder personalizar tudo e a abordagem praticamente “sem limites”, adoptada por muitos fisiculturistas (jovens e velhos), fizeram com que este desporto em particular, se tornasse por vezes um pouco intimidante e às vezes, assustador para os novatos.

O que é que alguém faz quando não há regras?

Muitas vezes temos tendência a seguir aqueles que mais falam sobre um assunto e muitas dessas vezes, os que mais falam não são propriamente os que mais sabem, ou os que mais se preocupam em que você alcance as suas metas.

É por isso necessário que se foque no básico, nas raízes do bodybuilding clássico.

Sem uma base sólida que remonta aos aspectos mais essenciais do exercício, qualquer um pode dizer o que fazer – e como novato, você não saberia se se tratam ou não de boas informações.

As teorias das séries

Nós preferimos usar a palavra “teorias”, porque o mundo do bodybuilding está em constante evolução e muitas das suas teorias clássicas estão constantemente a ser revistas por estudos mais atuais.

Embora seja verdade que muitos dos fundamentos clássicos da musculação permanecem inalterados até hoje, o ideal é manter uma mente aberta para que possa adaptar-se e mudar, de acordo com as suas necessidades e opções.

  1. Intensidade elevada e poucas Reps contra Intensidade Baixa/Média com muitas reps muitos pensam que o treino Intervalado de alta intensidade ou HIIT é uma “coisa nova” que surgiu para destruir os treinos mais clássicos.

No entanto, este trata-se de um dos tipos de treinos mais antigos no mundo dos fisioculturistas, que o diga Dorian Yates, que o pode atestar com a sua idade. Quando Dorian Yates era relativamente jovem, o HIIT já fazia parte de algumas comunidades no mundo da musculação!

Mas afinal o que é isto do Treino intervalado de Alta Intensidade- HIIT?

Como o nome indica, este tipo de treino adopta acima de tudo, uma intensidade elevada. Em termos de números de séries, quanto menos séries e menos repetições, melhor. Quando você está a treinar na intensidade mais alta que você consegue tolerar, não há nenhuma razão para que tenha que aumentar o número de sets ou reps.

Dorian Yates ficou famoso por dizer:

“Os músculos podem ser vistos como um bloco de madeira. Posicione um prego na vertical bem no seu centro. O prego à espera da martelada é o seu treino, e o seu objetivo pode ser por exemplo, a sua hipertrofia. A martelada representa o número de séries. Se eu consigo fazer com que o prego entre até a cabeça com uma martelada (série), porque é que eu deveria dar outra? Fazendo uma segunda ou terceira série (martelada) eu só iria destruir a madeira, sem que o prego entrasse mais… Isso é intensidade de treino. “

Estudos sobre os efeitos e eficácia do HIIT têm sido extremamente promissores. Parece que o HIIT não só promove o crescimento muscular, mas também aumenta o metabolismo natural do corpo e a capacidade de queimar gordura duas ou três vezes mais que o seu nível normal.

Os princípios do HIIT podem ser aplicados a exercícios de cardio e a todos aqueles que movimentam o corpo inteiro, tornando-o num excelente método para perder peso.

No entanto, ainda existe muita divisão de pensamento no mundo da musculação, quando se trata ou não, de o definir como sendo um tipo de treino fundamental para aumento e definição de massa muscular. O principal problema com este método é que é extremamente desafiador, e que apenas os fisioculturistas mais antigos (e fortes) é que teriam a capacidade e força para executar este tipo de treinos com cargas elevadas.

Como resultado, apenas uma pequena percentagem de fisioculturistas seria capaz de permanecer fiel aos princípios básicos do treino de alta intensidade.

  1. Sistema de Sobrecarga Clássica – Se Dorian Yates e os outros campeões de treino de alta intensidade se opõem à adição “desnecessária” de sets e repetições, do lado oposto há quem pense exactamente o contrário.

O método mais clássico de sobrecarregar progressivamente os músculos, através da adição de resistência, sets e repetições, tem-se mantido neste mundo há já mais de 80 anos e parece, que irá continuar a manter-se por mais alguns.

O que é interessante sobre o sistema de sobrecarga clássico, é que parece ser a preferência dos fisioculturistas profissionais, que têm uma força natural e grande poder de elevação – pessoas que parecem ser mais adequadas para o treino de alta intensidade.

Quando perguntam porque é que eles optam por realizar mais repetições em vez de apenas aumentar a resistência, a resposta mais comum é que fazer mais repetições é mais desafiador a longo prazo, do que menos repetições e maior intensidade.

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